Paraíso
Ciro Fernandes · Xilogravura, 2000

Texto da audiodescrição
Paraíso, de Ciro Fernandes. Xilogravura, de dois mil, com sessenta e cinco centímetros de largura por quarenta e três de altura. Núcleo Origem.
Na horizontal, um homem e uma mulher sob um cajueiro, numa gravura em azul-escuro sobre papel branco.
No centro, o tronco do cajueiro sobe e se divide em dois grandes galhos, que se curvam para os lados como um arco. As folhas compridas, de nervuras claras, cobrem toda a parte de cima. Cajus pendem dos galhos dos dois lados. No alto, entre as folhas, aparece um pássaro escuro, de olho aberto.
À esquerda do tronco, um homem de pé, vestido e de sapatos, apoia uma mão no tronco e leva a outra à cabeça. À direita, sob o outro galho, uma mulher nua, de cabelos longos, está de pé e de frente, com as mãos unidas diante do corpo.
O chão e o céu são feitos de linhas horizontais longas, cortadas na madeira. O azul profundo contrasta com os traços brancos do entalhe.